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Cultura · 12 de junho de 2026 · Atualizado em 15 de junho de 2026

Por que feiras de brechó viraram ponto de encontro criativo

Por Rafael Mendes

Feira de brechó costumava ser sinônimo de garimpo solitário e preço baixo. Hoje, em praças e galpões adaptados, elas funcionam como encontro: DJ leve, café, fila para provar jaqueta vintage e conversa sobre costura.

Quem passa pela São Paulo nota detalhes: tecido mais fino, corte reto, sapato sem salto agressivo. Alfaiates ouvidos pela redação falam em pedidos de 'blazer para noite' e calça com barra dobrável para chuva.

A moda de rua funciona como arquivo vivo. Influencers documentam, mas quem sustenta tendência é rotina: trabalho híbrido, evento de galeria, casamento no fim de semana. O terno desconstruído encaixa nesses intervalos.

Marcas nacionais de médio porte testam linhas unisex com numeração ampla. Lojistas de bairro preferem mix: peça importada de brechó ao lado de camisa de alfaiate local. O visual fica híbrido — e honestamente brasileiro.

Críticos apontam risco de elitização: tecido bom custa. A resposta prática tem sido costura compartilhada, conserto visível e feiras que explicam procedência da peça.

Não estamos diante de dress code corporativo. É uniforme de cidade: confortável o suficiente para o ônibus, arrumado o suficiente para a reunião. Se durar mais que uma estação, já muda o tom das ruas.

Correções: indique link e trecho em [email protected].

Texto revisado em 15 de junho de 2026.

Opiniões de colunistas não representam consenso da redação.

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Moda de rua é arquivo — não só vitrine.
Rafael Mendes

Colunista Prisma